26 de janeiro de 2008

Liberdade, Liberdade abre as asas sobre nós!

Portia Deusa da liberdade.

Schopenhauer, acreditava que a ação humana não é, absolutamente, livre, e talvez nem possa ser. Quando li sua obra sempre fiquei pensando, " ele é um negativista, alguém que aprendeu olhar o mundo com os olhos cobertos pelo véu da desesperança", mas hoje compreendo melhor o que ele queria dizer. Dizem que um livro que nos tira de nosso comodismo merece ser lido pelo menos mais uma vez.Segundo ele todo e qualquer agir humano, assim como fenômenos da natureza, vale lembrar que são todos, até mesmo suas leis, são coisas identificadas como sendo pura Vontade.

Segundo ele o nível essencial, é aquele que não deixa-se apreender pela intuição intelectual, pela simples experiência dos sentidos, o mundo é apreendido e percebido imediatamente como vontade, pura Vontade de Vida.Destarte, a noção que se tem de vontade assume uma conotação muito mais ampla e aberta, transformando-se no sustentáculo dos eventos que nos conduzem a lei da causalidade.

O homem, deixa de ser tudo aquilo que sempre pensou e se faz objeto entre objetos, ( e que objeto maravilhoso na criação, não é mesmo..) coisa entre coisas( e que coisa mais perfeita, capaz de tantos sentimentos contraditórios, e ainda mantendo a pureza em seu coração), não possui liberdade de ação nem reação porque não é livre para deliberar sobre sua vontade.

O homem não é quem escolhe o que deseja, quem escolhe o que quer.
Então como falar que ele é livre? - é completamente e totalmente determinado a agir segundo sua vontade.
Então aquilo que até então é tido como escolha não passa de é uma ilusão, uma fantisia ocasionada pela mera consciência sobre os próprios desejos.
Quando se compra algo que muitas vezes não se necessita, nem é útil, nem é legal, não se escolhe realmente, é puro desejo simplista moderado pelo nossa consciência permissiva que se molda a sociedade.

Como a idade muda nossa forma de ver o mundo! Não sei se por pura intolerância, ou simples mudança completa de estilo, mas sinto surgindo em meu coração um desejo de ser mais livre, de não precisar dar satisfações.
Quando o coração é quem clama por liberdade, não se pode acreditar nas conclusões de nosso querido Schopenhauer. Não que ele esteja totalmente errado, mas sejamos sinceros ele também não esta totalmente certo.
Acredito que sempre por pior que seja uma situação existe uma forma de fazer o bem. Acredito que se somos condicionados a agir segundo nossa vontade, então agiremos sempre de boa vontade.
Quero ser livre. Quero usar de meu livre-arbítrio em prol de um mundo melhor, com pessoas melhores, onde possa contrubuir para que os outras sejam melhores e me façam uma pessoa melhor.
Liberdade, Liberdade abre as asas sobre nós!

Um comentário:

Domonte disse...

Nós somos livres - e isso é bastante assustador. Ao longo da hstória, muita gente quis negar isso e colocar a responsabiliadde de nossos atos sobre outros ombros. Assim, inventaram o "destino", supervalorizaram os instintos e o "inconsciente". Os atrólogos, Nietzsche e Freud detestavam esse negócio de liberdade.

Mas nós somos livres: podemos fazer o que bem entendermos. A sociedade não nos impõe nada: podemos nos rebelar sempre que quisermos.

É somos assim porque Deus decidiu. De que adiantava nos fazer sem liberdade? Você poderia inventar um robô e programá-lo para te dizer que te ama. Mas que graça há nisso? A beleza está na liberdade. Com isso, há, claro, o risco da rebelião, da ingratidão e do mal, mas é justamente esse risco que dá mérito aos que escolhem ser bons.

E para escolher ser bom é preciso ser muito livre.

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